OS CARRAPATOS


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CANÇÃO DO BEIJINHO

Ai rapariga,rapariga,rapariga
Tu só dizes desparates,desparates,desparates
E tanta asneira,tanta asneira,tanta asneira
Que p’ra tirar tanta asneira,não chegam cem alicates.

Mas tu não sabes,tu não sabes,tu não sabes
Que isso de dar um beijinho,já é costume antigo
E quem te disse,quem te disse,quem te disse
Lá por me dares um beijinho,tinhas que casar comigo.

Ai chega cá –não vou
Tu és tão linda – pois sou
Dá-me um beijinho – não dou

Ai interesseira,convencida,ignorante
Foragida,sua burra
És a miuda mais palerma e camelóide que eu já vi
Porque raio é que queres os teus beijinhos só p’ra ti.

Ora dá cá um
E a seguir dá outro
Depois dá mais um
Que só dois é pouco

Ai eu gosto tanto
E é tão docinho
E no entretanto
Dá cá mais um beijinho.

Ai rapariga,rapariga,rapariga
Dá-me cabo do miolo p’ra te levar com cantigas
Mas que coisa,mas que coisa.mas que coisa
Diz-me lá poque não és como as outras raparigas.

Quando peço,se me dão um beijinho
Dão-me tantos,tantos,tantos que parecem não ter fim.
E tu agora tás com tanta esquisitice
Que qualquer dia já queres e não sabes mais de mim.

Então vá lá –já disse
Faço força – ai que parvoice
Dá-me um beijinho – que chatice

Ai analfabruta,pestilenta,hipocondriaca,avarenta,buchigosa
Vou comprar um dicionário que só tenha nomes feios
Que é p’ra eu te chamar todos
Até teres os ouvidos cheios.



CARLOS PAIÃO

HISTÓRIA DO CAPUCHINHO RODRIGUES MONTEIRO
Na sexta-feira 13 de Janeiro
O capuchinho Rodrigues Monteiro
Vai á casinha da sua avózinha
Com leite e mel dentro da cestinha

Chega á floresta,apanha uma flor
Fuma o cigarro e liga o transistor
Ouve os rugidos do noticiário
E vê que o mundo está todo ao contrário.

Leva o almoço á avozinha Maria
Que mora longe dali.
A velha teve uma paralesia
Vai pô-la a fazer chi-chi.

A mãe disse ao jovem antes de partir
Meu Capuchinho,tu tens que lá ir
Mas tem cuidado,não subas a voz
Que anda nos bosques a loba feroz.

Vai pela sombra da banda de cá,
E não te aventures pelos maus caminhos,
Olha que a loba é má,muito má,
É uma bicha que come os meninos.

REFRÃO

O capuchinho desobedeceu,
Todo traquinas,pelos bosques se meteu.
Armou aos cucos,correu veloz
E deu de trombas com a loba feroz

A loba diz: capuchinho rapagão,ai que moção.
Aonde vais com o cabazinho na mão todo gentil
Ai fica aqui,que estou louca,louca,louca de paixão
Vamos os dois fazer a lua de mel,p’ro meu covil,p’ro meu covil.

Ai capuchinho,que destino atróz
Casou á dias com a loba feroz
Por causa disso,ficou a avózinha
Sem a merenda e toda mijadinha.

MANEL CÉGUINHO
LETRA E MÚSICA-Popular

E ó Manel Céguinho
É o ás do pedral
Ai subscreveu-se
Na voltá prutugal

Na primeira etrapa
Foi ele à lá metra
Teve como prémio
A sua sucreta

Corre,corre,corre
Sempre a dar aos pedrais
E ó Manel Céguinho
Vai chegar’a frente dos demais
REFRÃO
Matou sete gatos,
Trinta bravos patos
Com a sua sucreta
E ó Manel Céguinho
É o primeirinho
A chegar à metra

Quando pedralava
O Manel Céguinho
Ai uma vaca brava
Saíu-lhe ao caminho

Ele estraca’a a sucreta
Mas ela não estraca
Ficou pindurado
Nos cornos da vaca

REFRÃO

Foram dar com ele
No fundo d’um poço
Encheinho d’áuga
Inté ao pescoço

Parecia uma táuba
No fundo’a boiar
Com sua sucreta
Semp’ra pedralar.

ORA VEJAM LÁ
Segunda,terça,quarta,quinta,sexta, sábado
Domingo,vai a malta passear
Sete dias na semana
E um só p’ra descançar

Segunda- feira
Namorei a Rosalina
Na terça- feira
Eu falei á Miquelina
Na quarta-feira
Encontrei a Manuela
Na quinta-feira
Fui sair com a Felisbela
Na sexta-feira
Telefonei á Ivone
E no sábado
Tive com a Olga
E ao domingo
Ao domingo estou de folga

Ora vejam lá,áh,áh
Ora vejam lá,éh,éh
Ora vejam lá
Sorte como esta não há



LETRA E MÚSICA:A.Mafra